Por que a gasolina está tão cara no Brasil?

Em 2021, a alta no valor dos combustíveis não passou despercebida pelos brasileiros. No acumulado do ano passado, o preço médio da gasolina subiu 46,5% segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Dados da agência revelam ainda que o valor encontrado nas bombas passou de R$ 4,517 para R$ 6,618 quando comparadas as primeiras semanas de 2020 e 2021, respectivamente.

Com 16 reajustes (sendo cinco reduções) da gasolina em 2021, a expectativa por um alívio com relação às oscilações em ainda não foi alcançada em 2022. Em abril deste ano, o combustível atingiu o maior valor registrado pela série histórica da ANP, iniciada em 2004. Na semana entre 17 e 23 de abril de 2022, o valor médio do litro da gasolina comum no Brasil foi de R$ 7,27.

 

O que compõe o valor da gasolina no Brasil

O preço final dos combustíveis até chegar ao consumidor é calculado a partir da soma de algumas variáveis. De acordo com a Petrobras, cerca de 33,4% do que o cliente paga na bomba corresponde à parcela que as distribuidoras pagam pelo insumo “bruto”. Ou seja, essa fatia representa o custo da gasolina vendida pela estatal.

Na sequência, entram na equação os seguintes elementos: valor do custo proporcional à mistura com o etanol (16,9% do total); tributos federais CIDE, PIS/PASEP e COFINS (11,3%); lucro de revenda da distribuidora responsável e do posto (10,7%); e demais custos de distribuição. Para encerrar a equação, soma-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que corresponde, em média, a 27,7% do preço nas bombas.

Por se tratar de uma simulação, os valores são aproximados, mas se mostram suficientes para compreendermos a influência de cada item no custo repassado ao consumidor final. Os dados foram estimados pelo portal AutoPapo, do Uol.

 

O que provoca a alta da gasolina

Existem diversos aspectos geopolíticos que influenciam o valor dos combustíveis. Um desses pilares centrais é o custo do barril de petróleo Brent, utilizado como referência pela Petrobras a partir da Política de Paridade de Importação (PPI), iniciada em 2016. Desde então, a estatal segue os preços praticados pelos mercados internacionais.

O conflito entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, foi determinante para que o valor do barril atingisse US$ 139 em março, maior cotação desde 2008. Essas oscilações acabam impactando diretamente na vida do consumidor brasileiro, já que as distribuidoras repassam esses custos maiores para toda a cadeia econômica.

Neste contexto, a alta do dólar também contribui diretamente para um custo maior dos combustíveis, já que a moeda americana é a responsável por regular o mercado externo. Ou seja, toda a cadeia de investidores e políticas internas e externas acabam impactando, positivamente ou negativamente, na hora de abastecermos o carro.

Como vimos anteriormente no artigo sobre o dólar, como toda a cadeia econômica está conectada, essas altas acabam gerando aumento de custos em diversos setores, até mesmo para quem não possui um automóvel próprio. Com o combustível mais caro, sobem também os preços dos fretes de e-commerce, passagens do transporte rodoviário, serviços de entrega locais, entre outros.

Fique ligado no nosso blog para conhecer mais sobre esses e outros assuntos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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